Por que Ler Terror Te Transforma em um Melhor Escritor?

lendo terror no escuro
Fotografia cortesia de nalxn

Oi pessoal, esse tópico surgiu diretamente de um livro de Stephen King, o rei do terror.

Bróder King me fez pensar na arte de escrever. Embora ele tenha um livro exclusivamente sobre escrever (On Writing), é impossível não aproveitar o conhecimento que pula das páginas quando a gente lê um livro dele.

E ele não é o único, embora uma referência poderosa, mas Rebeca Senese, Stephen Jones, William Meikle e um outro número sem fim de autores que escrevem terror tem muito a nos ensinar com suas palavras.

Terror, como nenhum outro gênero, explora e demonstra como aproveitar a natureza humana na literatura. E isso, gente amiga, é um recurso precioso para todo tipo de texto. Não importa qual teu gênero, ao ler terror você aprende um pouco mais sobre nós como seres humanos. Sobre como ir direto naquele botãozinho do descontrole.

Digo isso porque, ao contrário do que se pensa, terror não é sobre algo nojento, fantasmas, monstros ou sustos. Sim, eles fazem parte, mas o terror é principalmente sobre sentir medo e sobre o que esse sentimento faz com as pessoas. Não é sobre o susto, é o produto dele que nos interessa.

Afinal, ninguém se identifica com tripas, sangues e assombrações. Não há empatia que se relacione com isso, exceto se alguém que você se importa esteja envolvido. E é aí que está a magia do terror: o medo tira o que há de pior das pessoas, preferencialmente de protagonistas e um conjunto de coadjuvantes que de certa forma se relacionam entre si e falam diretamente com o leitor através de suas decisões cagadas e pensamentos completamente fodidos.

Quando isso acontece, o leitor arregala os olhos e devora as palavras como se fossem balinhas fini, porque eles finalmente conseguem se conectar com algo ali. “Eu não sou o único estragado nesse mundo”.

Terror é sobre pessoas, não sobre sustos

E é por isso que todos nós devemos ler/escrever terror. Experimente ler algo do gênero e se pegará pensando em como você se livraria de um corpo ou quão difícil deve ser quebrar as costelas de alguém a marteladas. Sem hipocrisia, todo mundo tem um lado perverso. Poder acessá-lo através de personagens de um livro é uma válvula de escape tão poderosa que se torna quase viciante.

Esses sentimentos secretos são tão conectados com o que somos que podem facilmente ser importados para outras histórias.

Uma vez que você consiga acessar o canto mais obscuro de sua mente, o resto é um livro aberto. O mesmo vale para os personagens do seu livro, é preciso conhecer todos os seus demônios.

Se você for escritor de romance, mistério, comédia ou tantos outros gêneros, experimentar o terror te dará a munição necessária para acessar novos aspectos dos seus personagens para que se tornem mais ricos e interessantes.

Não que todos os outros gêneros não tenham nada a acrescentar, só me pareceu evidente que o lado humano das histórias de terror se escancaram com mais força para os leitores.

Portanto, gente amiga, aproveite o que o terror tem para te oferecer de melhor. E se for escrever no gênero, lembre-se que a história deve ser sobre o que os personagens fazem e como reagem frente ao medo, seja ele vindo de um monstro do pântano, um assassino ou horrores desconhecidos.

Da mesma forma, isso vale imensamente para todo o tipo de gênero. Não há nada mais interessante para o leitor do que a natureza humana operando de forma nua e crua, porque ele consegue refletir isso direto para dentro e sorrir.

Sua função como escritor é fazê-lo se conectar com algo dentro de si, não importa se você o encaminhe para uma sala pura ou em seus porões mais mórbidos.


Minha iniciativa no gênero pode ser encontrada no Wattpad, um conjunto contos de terror que apresentam nossas próprias lendas de forma um pouco diferente. Será que consegue reconhecer qual lenda inspirou cada conto?

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Até mais, com mais.

 

 

 

 

 

 

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