Representatividade: As Mulheres leitoras estão dominando o universo literário?

Já saiu, há algum tempo, a lista dos 5 livros mais resenhados no skoob de outubro, e as mulheres encabeçaram forte a tendência.

a maioria das resenhas, coisa de 90% para cima, foi feita por elas. Posso carecer de cunho científico e protocolos de segurança para aferir minha conclusão, mas parece óbvio que elas são a maioria das leitoras hoje.

Par ilustrar ainda mais, dê uma olhada nos livros concorrendo como Best Fiction 2017 de acordo com o GoodReads. 7 dos 10 concorrentes são autoras.

Ou seja, elas estão dos dois lados da cerca. Leitoras e escritoras dominando o mercado.

E isso é incrível.

Mulher lendo sentada
Fotografia cortesia de Pedro Ribeiro Simões

E por que isso acontece?

Quando decidi escrever sobre isso notei que não deveria ser surpresa para ninguém. O livro é a mídia de entretenimento com mais diversidade de representatividade que existe.

Ele estabelece uma relação entre leitora e escritora de uma forma sem filtros, especialmente com a ascensão de autoras independentes.

No universo literário você encontra protagonistas grávidas, negras, brancas, orientais, ruivas, investigadoras, jovens, resolutas, revoltadas, introspectivas, sofridas, ricas e muitas outras em um universo difícil de quantificar.

E isso não se limita a protagonistas mulheres. Enredos e tramas que tocam o cotidiano dessas leitoras são muito mais fáceis de encontrar do que em outras mídias de entretenimento.

Não importa quem você seja, o universo literário vai te acolher, porque adivinhem só: todo mundo quer se sentir representado.

O que não pode ser dito, por exemplo, do cinema hollywoodiano, dos quadrinhos e das séries de tv. Nesses meios, se existem produções artísticas saindo do padrão, são minoria e consideradas arriscadas e de nicho.

E sabe o que é mais babaca? Olha que surpresa, mulheres representam cerca de 50% da população.

Um puta público ávido por entretenimento e que, sem saber onde procurar, se volta para os livros. Tanto é, que existem homens assumindo pseudônimos femininos para vender literatura para esse público. Não que isso auxilie um autor a tocar uma leitora, mas aparentemente essa prática é um lance.

Em defesa deles, vale apontar que existem sim autores se relacionando com o público feminino, da mesma forma que escritoras tocam as vidas de inúmeros homens com suas palavras. Você não precisa de um nome unissex, precisa de empatia e pesquisa.

Com isso tudo, só posso ficar satisfeito. porque livros são incríveis e abraçam todo mundo, sem babaquices.

E lógico, se você quer ser autor(a), pense nas leitoras com carinho, porque elas são uma força descomunal.

Black Friday está aí.  natal está chegando, então considere comprar um livro para os fofuchos que você gosta.

Não tem como errar, é só escolher com carinho e atenção.

😉

Agora vou, que preciso almoçar lendo Coluna de Fogo,

 

Beijos, jacarézes!

 

 

 

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